Na história da Igreja, vemos a presença dos
coroinhas como auxiliares nas celebrações e até como uma espécie de
“ministro”da Eucaristia. São Tarcísio, considerado o padroeiro dos coroinhas,
foi mártir da fé, provavelmente não fora o único, pois naquele exato momento de
perseguição, os coroinhas seriam os menos visados dos sacrifícios. Corajosos,
os meninos do coro (daí o termo coroinha) passaram a medida que a liturgia se
desenvolvia, a auxiliar não somente nos cantos litúrgicos, mas no próprio serviço
ao altar. Até o Concílio Vaticano II (1962-1965), a única língua permitida na
missa era o latim. Praticamente, o padre a rezava sozinho. Porém, eram os
coroinhas ensinados a responder, em latim, aquilo que o povo não mais sabia.
Apos a virada do concílio, passou-se a rezar a
missa na língua local. Com isso, as pessoas deixaram de simplesmente assistir
as celebrações, e passou a participar. Neste contexto houve a evolução desta pastoral,
primeiro, porque somente eram admitidos meninos, segundo, porque só podia ser
coroinha quem queria ser padre e terceiro, porque com liturgias mais vivas, os
coroinhas tanto meninos como meninas, passaram a atuar em outras funções, que não
só o serviço do altar, como a procamação de leituras nas celebrações.
Hoje podemos testemunhar crianças, pré-adolescentes
e adolescentesassumindo a pastoral dos coroinhas, de maneira alegre, espontânea,
verdadeira, transmitindovida a todos que precisam ser renovados.